Como saber quando o pagamento do seu benefício social será realizado

Se você chegou até aqui, provavelmente está procurando o Calendário Bolsa Família 2020 para saber quando o seu pagamento será realizado. O programa, que é uma das iniciativas mais importantes do governo federal, ajuda a população de baixa renda com um auxílio mensal em dinheiro. Para consultar a Calendário Bolsa Família 2020 e saber tudo sobre o benefício, continue conosco!

Entenda o Benefício

Criado em 2003 durante o Governo Lula, o Bolsa Família surgiu como uma medida de auxílio voltada a famílias de baixa renda. Desde sua criação, o programa já passou por algumas mudanças e melhorias. A Calendário Bolsa Família 2020 serve para orientar as famílias beneficiadas para que elas saibam quando poderão sacar seu benefício.

O principal objetivo do programa é ajudar as famílias brasileiras que se encontram nas camadas mais vulneráveis da sociedade. Com o auxílio que recebem, fica mais fácil ter acesso a recursos básicos como luz, água, moradia e alimentação.

O pagamento do benefício é garantido todos os meses durante todo o ano. O valor pago, no entanto, pode sofre reajustes. Quando isso ocorre, o governo informa a população a respeito das alterações. Nosso blog também está de olho nessas informações e atualiza os posts sempre que há alterações nesse sentido.

Todos os anos, as famílias que já são cadastradas no programa Bolsa Família precisam fazer o recadastramento para que continue tendo direito ao benefício.

Como Funciona o Pagamento

Todos os anos, é divulgada uma Calendário de pagamentos do programa Bolsa Família. Essa Calendário serve para que os beneficiários possam saber quando receberão seu benefício. O pagamento é realizado de acordo com o último número do cartão de recebimento do beneficiário. Acontece dessa forma para evitar que todos recebam no mesmo dia, criando filas enormes de espera e causando tumulto nas agências.

Assim, a Calendário Bolsa Família 2020 é uma forma de organizar a distribuição do benefício e é por isso que você deve ficar atento.

Onde Sacar o Benefício?

O benefício pago às famílias de baixa renda pelo programa Bolsa Família pode ser recebido em qualquer agência da Caixa Econômica Federal, em casas lotéricas e em postos de atendimento chamados Caixa Aqui.

Depois de consultar a Calendário Bolsa Família 2020, é só você se dirigir a um desses locais no prazo determinado pelo calendário, levar um documento com foto e o seu cartão do Bolsa Família e realizar o saque.

Requisitos

Caso você ainda não seja beneficiado pelo Bolsa Família, confira, a seguir, os requisitos que devem ser preenchidos por quem quer participar do programa:

Caso não haja crianças, gestantes ou adolescentes na família, a renda mensal máxima por pessoa deve ser de R$ 77,00. Caso contrário, a renda mensal máxima por pessoa deve ser entre R$ 77,01 e R$ 154,00.

Calendário

A Calendário Bolsa Família 2020 com o calendário de pagamentos do benefício já foi divulgada. Atualize-se!

Continue reading

O Destino da forma tradicional de fazer jornalismo

Fazer jornalismo básico, convenhamos, não é tão difícil assim. Atenha-se às seis informações básicas (o quê, quem, onde, quando, como, por quê), e você relata fatos com precisão. O segredo, a força do jornalismo como o conhecíamos, era mais a sua capacidade de levar as histórias ao grande público do que propriamente relatar as histórias.

A web mudou tudo.

Agora os atores das histórias, públicas e privadas, criam seus próprios canais de comunicação privados ou de massa via sites, blogs, Twitter, Facebook, Google+, Orkut, tumblr… Esses atores (pessoas, empresas, entidades, governos) não só criam seus canais para informar seus públicos como se sentem compelidos a contar as suas próprias histórias no cada vez mais extenso, intenso e interativo teatro de operações da guerra da informação na era da comunicação. Hoje, se você não contar a sua história, ela será contada por outros. Muita gente passa mais tempo no Facebook do que lendo seu jornal. A mídia internacional está impedida de noticiar a revolta popular contra a ditadura Assad na Síria, mas os militantes colocam dezenas de vídeos, fotos e relatos dos sangrentos combates diariamente nas mídias sociais. O primeiro relato do ataque americano ao esconderijo de Osama bin Laden no Paquistão foi de um consultor de computação paquistanês pelo seu twitter. Barack Obama outro dia deu sua primeira entrevista pelo twitter. O fundador do jornal de esquerda espanhol “El País”, Juan Luis Cebrián, disse à Folha em entrevista na última segunda-feira que os grandes concorrentes dos jornais de papel são os agregadores de notícias e as mídias sociais. “Os diários já não dão notícias. Todo mundo já sabe as notícias quando vai ler os jornais. Os jornais explicam, fazem análises, debatem. O competidor da Folha não é o ‘Estado de S. Paulo’, é o Google, o Facebook, estes são nossos competidores reais. E não queremos admitir porque não sabemos como competir com eles”, disse Cebrián na entrevista a Raul Juste Lores e Sylvia Colombo. Cebrián cai numa cilada.com ao colocar os gigantes da web como os grandes competidores dos jornais. Empresas como Google, Facebook e outras que estão vindo e ainda virão são capazes de atrair bilhões de dólares dos investidores rapidamente mesmo sem modelo de negócios muito definido. Com esse dinheiro em caixa, estão investindo nos maiores talentos e tecnologias e criando novas formas de comunicação a um ritmo assustador. E, o principal, as pessoas estão adorando. Compartilhar notícias com amigos é uma compulsão humana. Gostamos de contar (nossas) histórias. E as mídias sociais são plataformas criadas para isso. \Colocamos mais de 100 milhões de fotos no Facebook todo dia. Em épocas como o Réveillon o número é muito maior. Qual noticiário e imagens você prefere ver no dia 1º de janeiro? As notícias e fotos dos seus amigos bêbados espalhados pelo mundo comemorando a passagem do ano ou a foto anual dos fogos de Copacabana estampada nos jornais? Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, está convicto de que o consumo de mídia, das notícias aos filmes aos games, irá migrar cada vez mais para plataformas sociais porque são coisas que gostamos de compartilhar com os outros. Ao contrário do que diz o fundador do “El País”, os jornais devem investir pesado, como as empresas de internet estão fazendo, para descobrir como usar a força da web e das mídias sociais nos seus negócios. Vê-las como parceiras faz muito mais sentido do que vê-las como competidoras e inimigas. A revista “Economist” traz em sua última edição um dossiê sobre o futuro da notícia no qual compila todas as transformações em andamento na forma como consumimos notícias no mundo pós-web. A revista nota que as notícias antes dos jornais de massa circulavam por tavernas e casa de café. E que agora, com a internet, estão de alguma forma voltando para esse espírito coloquial e de troca direta de ideias. A “Economist” nota também que esse novo ambiente de comunicação total e acessível favorece a mídia radicalmente opinativa, que prospera, e cita como exemplo a própria “Economist” e os canais de notícias americano Fox News e pan-árabe Al-Jazeera. Estamos vivendo um declínio do jornalismo “neutro”, “imparcial”, que na verdade vigorou apenas em algumas praças por certo período de tempo, e mesmo assim foi sempre muito questionado, e caminhando para um jornalismo com mais opinião, com mais lado. “A transparência é a nova neutralidade”, diz David Weinberger, um comentarista de tecnologia. As pessoas estarão mais inclinadas a confiar na notícia que você produz quanto mais elas souberem sobre você. Num balanço final, a “Economist” vê essa profusão de informações e transformações como uma benção ao consumidor de notícias. “Embora a transformação [do noticiário] traga preocupações, existe muito a celebrar nesse ambiente barulhento, diversificado, vocal, argumentativo e estridentemente vivo do ‘news business’ na era da internet”, conclui a revista em seu editorial. Sobre isso, não tenho a menor dúvida. Quem viveu na pré-história pré-web sabe como era difícil se informar. E esse novo acesso à informação é, entre tantas transformações, a que mais nos mudará. Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos Dinheiro (2004-2010) e Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, “A Árvore” (1986) e “Carô no Inferno” (1987).

Continue reading